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Acordo coletivo para trabalhar aos domingos: confira a nova regra da CLT para 2025

Em 1º de janeiro de 2025, entra em vigor a Portaria nº 3.665 do Ministério do Trabalho, alterando as regras para a realização de trabalho aos domingos e feriados no Brasil. 

A decisão do governo busca rever políticas anteriores que permitiam tais atividades sem a necessidade de consulta aos sindicatos. 

Anteriormente autorizada durante a gestão de Jair Bolsonaro em 2021, a prática permitia que empregados trabalhassem em dias não úteis mediante acordos individuais. No entanto, o Ministério do Trabalho, sob a liderança de Luiz Marinho, considera tal medida inconstitucional, alegando que a legislação vigente requer a autorização por meio de convenções coletivas.

O que muda com a nova Portaria?

A partir de 2025, a realização de trabalho aos domingos e feriados exigirá a formulação de acordos coletivos. Isso significa que os empregadores precisarão negociar com sindicatos, a fim de obter consenso quanto à prestação de serviços nesses dias. 

A alteração visa alinhar-se à Lei 10.101/2000, que condiciona a prática à aprovação sindical e à observância de normativas municipais.

Atualmente, basta que um acordo individual entre empregado e empregador seja firmado, permitindo a flexibilidade na atuação. Com a mudança, os sindicatos terão papel crucial na intermediação dos termos de trabalho, o que, segundo críticos, pode encarecer o processo e trazer desafios logísticos para o comércio.

Quais profissões serão impactadas?

A Portaria nº 3.665 afeta trabalhadores de 13 dos 28 segmentos do setor de comércio e serviços. Confira:

  • Comércio varejista de peixes, carnes frescas e outros itens alimentícios
  • Farmácias e estabelecimentos de manipulação de medicamentos
  • Comércio em locais de grande circulação como aeroportos e rodoviárias
  • Empresas em estâncias turísticas e hidrominerais
  • Varejistas e atacadistas de produtos industrializados

Quais os desafios e benefícios esperados com a mudança?

Os ajustes trazidos pela portaria levantam diversas questões. Alguns especialistas argumentam que a necessidade de negociação sindical promove os direitos dos trabalhadores ao garantir uma voz coletiva, minimizando potenciais abusos. 

Por outro lado, representantes do comércio temem impactos financeiros negativos, dada a possível complexidade e custo dos novos acordos.

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Sobre o Autor

Milena Brandão

Jornalista, redatora, curiosa e apaixonada por um monte de coisas!