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Empresas e investidores são afetados por desastres climáticos e avaliam estratégias

À medida que o mundo enfrenta os efeitos crescentes das mudanças climáticas, os mercados financeiros e setores empresariais precisam agir rapidamente. Recentemente, a XP lançou um relatório detalhado intitulado “A imediata – e crescente – ameaça climática”, que aborda os riscos iminentes que as mudanças climáticas representam para empresas e investidores.

O documento, que se estende por 26 páginas, oferece um panorama abrangente dos desafios climáticos que as empresas devem enfrentar e como isso afeta os investidores. 

Durante os últimos anos, a compreensão das empresas sobre os riscos climáticos tem evoluído, com um número crescente de companhias procurando identificar e mapear esses riscos e seus potenciais impactos.

Relatório da XP sobre mudanças climáticas

Segundo Marcella Ungaretti, chefe de Research ESG da XP, a percepção e o entendimento dos riscos climáticos nas empresas têm progredido ao longo do tempo.

Ela destaca a crescente frequência de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e secas, que têm impactado diretamente nas operações empresariais e aumentado a conscientização sobre a gestão desses riscos. (via Valor Investe – Globo)

Quais são os maiores riscos climáticos iminentes?

Em 2023, mais de 400 desastres naturais foram registrados globalmente, e um aumento de 1°C na temperatura global pode intensificar problemas como ondas de calor extremas, inundações, incêndios florestais e secas. Esses eventos não apenas afetam as operações das empresas, mas também elevam os custos operacionais e perturbam as cadeias de suprimentos.

Setores mais impactados pelas mudanças climáticas

O relatório da XP revela que diversos setores são afetados de maneiras diferentes pelos riscos climáticos. Setores como Papel e Celulose, Agronegócio, Alimentação e Bebidas e Mineração e Siderurgia são altamente expostos a eventos climáticos extremos, podendo ver suas operações interrompidas e recursos danificados.

  • Papel e Celulose: Vulnerável a secas e inundações que podem afetar a produção de matérias-primas.
  • Agronegócio: Seca e ondas de calor impactam diretamente na produtividade agrícola.
  • Alimentação e Bebidas: Alterações no clima afetam todo o ciclo de produção e distribuição.
  • Mineração e Siderurgia: Incêndios florestais e inundações prejudicam as operações e a logística.

Como os eventos climáticos afetam o setor financeiro?

O Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central do Brasil destacou a necessidade de integrar a gestão de riscos climáticos no processo decisório das instituições financeiras. A preocupação é que a concentração de investimentos em setores que consomem intensivamente recursos naturais possa ameaçar a estabilidade financeira a longo prazo.

Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem exigido maior transparência na divulgação de informações climáticas pelas empresas. Essa mudança visa não apenas auxiliar os investidores a tomarem decisões mais informadas, mas também incentivar as empresas a implementarem estratégias eficazes de adaptação e mitigação.

Pressão dos investidores e regulações

Investidores estão cada vez mais demandando que as empresas sejam transparentes sobre como lidam com os riscos climáticos. Isso inclui questionar sobre planos de adaptação, metas de curto, médio e longo prazo, e medidas de mitigação. A Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras (TCFD) oferece diretrizes valiosas para essas avaliações.

Finalmente, embora o caminho para a gestão eficaz dos riscos climáticos seja longo, as empresas estão progredindo na direção certa. No entanto, é imprescindível continuar avançando para garantir a resiliência e a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.

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Sobre o Autor

Milena Brandão

Jornalista, redatora, curiosa e apaixonada por um monte de coisas!