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Secretaria do Meio Ambiente retira acusações contra Neymar

O jogador Neymar Jr. foi absolvido do pagamento de uma multa de R$ 16 milhões referente à construção de um lago artificial em sua mansão localizada em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. Esta decisão foi publicada na última segunda-feira (5).

A desembargadora Adriana Ramos de Mello, da Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, foi a responsável pela decisão. Segundo a magistrada, um laudo emitido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) não encontrou danos ambientais ou intervenções que necessitassem de licenciamento das obras do lago artificial.

Decisão judicial

A decisão judicial foi fundamentada no laudo apresentado pelo Inea, solicitado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O parecer técnico não constatou qualquer tipo de dano ambiental ou intervenção que exigisse licenciamento por parte do instituto, fato que foi essencial para a absolvição do jogador.

A desembargadora argumentou que “há evidente desproporcionalidade entre a conduta imputada ao autor e as sanções impostas”. Portanto, ela deferiu o pedido de antecipação da tutela, suspendendo a exigibilidade dos autos de infração no nome de Neymar.

O que diz o laudo do Inea?

O Instituto Estadual do Ambiente foi responsável por emitir o laudo técnico que se tornou essencial para a decisão do caso. De acordo com o documento, as obras do lago artificial na mansão de Neymar em Mangaratiba não provocaram danos ambientais. Mais especificamente:

  • Não foram constatados danos ambientais relevantes.
  • As intervenções realizadas na área não necessitavam de licenciamento especial.
  • O laudo foi elaborado a partir de uma solicitação do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Por que a interdição inicial?

Antes da decisão judicial, a Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba havia interditado a construção do lago artificial no dia 22 de junho de 2023. A interdição aconteceu após várias denúncias de degradação ambiental. Durante a fiscalização, foi verificado que a empresa contratada para a obra não possuía licença ambiental ou de obras.

A suspensão da multa de R$ 16 milhões e a garantia de que as obras em sua mansão em Mangaratiba não causaram danos ambientais marcam um ponto importante na trajetória do jogador fora dos campos.

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Sobre o Autor

Milena Brandão

Jornalista, redatora, curiosa e apaixonada por um monte de coisas!