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Seus dados são públicos no Itaú? Veja como se proteger após a declaração do diretor do banco

Na manhã desta quarta-feira (4), o Itaú Unibanco realizou um evento em São Paulo para falar sobre a segurança corporativa da instituição. 

Adriano Volpini, diretor de segurança do banco, afirmou que “todos os dados serão vazados” e incentivou os clientes a considerarem seus dados praticamente públicos devido ao nível de vazamento atual.

Durante o encontro, também foram discutidos os novos sistemas de segurança que estarão presentes no superapp do Itaú. O aplicativo já está disponível para um grupo seleto de clientes da instituição, mas ainda se encontra em uma etapa de testes e aprendizados.

Segurança no superApp do Itaú 

O Itaú vem implementando várias estratégias para melhorar a segurança dos dados de seus clientes. Uma dessas estratégias é a substituição dos cartões físicos por cartões virtuais, que ganham números diferentes para cada compra recorrente. Segundo Volpini, a ideia é que, ao expirar um cartão virtual, o risco de uso não autorizado também expire imediatamente.

No entanto, a transição completa para cartões virtuais ainda encontra resistência por parte dos clientes, que continuam a utilizar cartões físicos. Isso não desanima o banco, que tem investido em outras medidas de segurança para aumentar a confiança e adesão dos usuários.

Quais são os novos sistemas de segurança do Itaú?

Além da implementação de cartões virtuais, o Itaú Unibanco deixou de usar apenas informações cadastrais estáticas para confirmar a identidade dos clientes. Agora, métodos mais dinâmicos, como tokens com tempo rápido de vencimento e biometria, são amplamente utilizados.

Adriano Volpini também explicou que, com o vazamento de dados atingindo mais de 230 milhões de pessoas, incluindo as falecidas, o banco só pode confiar nos dados que ele possui e consegue proteger de maneira eficaz.

Principais funcionalidades de segurança do novo aplicativo

O Itaú Unibanco está testando novas funcionalidades de segurança em seu aplicativo com uma parte de seus clientes. Entre essas funcionalidades estão:

  • Bloqueios temporários de pequenas funcionalidades do cartão em caso de perda ou roubo do celular ou do cartão físico.
  • Troca frequente do código de verificação (CVV) para o mesmo cartão virtual.
  • Utilização de geolocalização para identificar possíveis fraudes com maior precisão.

Essas novas funcionalidades estarão disponíveis para 100% dos clientes até o final de setembro. A esperança é que essas medidas tragam mais segurança e tranquilidade para os usuários do banco.

Por que mudar para cartões virtuais?

Uma das principais razões para a mudança para cartões virtuais é a redução do risco de fraudes. Com números distintos para cada compra, torna-se muito mais difícil para fraudes ocorrerem. Além disso, a rápida expiração dos cartões virtuais elimina o risco de uso indevido após um determinado período.

Adriano Volpini enfatiza que, com o grande número de dados vazados, confiar apenas em senhas e informações estáticas é cada vez mais arriscado. A adoção de cartões virtuais e tecnologias como a biometria e tokens de curta duração são passos essenciais para aumentar a segurança dos clientes.

Por fim, o Itaú Unibanco continua a investir em novas tecnologias e estratégias de segurança para proteger seus clientes. Com a evolução constante das ameaças cibernéticas, a instituição financeira mantém-se comprometida em estar na vanguarda das medidas de proteção e inovação.

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Sobre o Autor

Milena Brandão

Jornalista, redatora, curiosa e apaixonada por um monte de coisas!