A fazenda Talismã, situada em Jussara, Goiás, tornou-se recentemente o centro de uma controversa discussão.
Propriedade do cantor Leonardo, a fazenda avaliada em R$ 60 milhões, com 1 mil hectares e mais de 5 mil cabeças de gado, enfrenta acusações sérias de trabalho em condições análogas à escravidão.
O local, que além de ser uma operação lucrativa no ramo da pecuária bovina, é também cenário de lazer para a família do cantor, viu seu nome relacionado a uma “lista suja” do trabalho escravo do Governo Federal.
O que é a ‘lista suja’ do trabalho escravo?
A lista divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é um documento que identifica empregadores envolvidos em práticas de trabalho análogo à escravidão.
Em atualização recente, foram incluídos 176 nomes, abrangendo diversas atividades econômicas, desde a produção de carvão vegetal até a criação de bovinos. A inclusão de Leonardo nessa lista foi uma surpresa, especialmente considerando que a fazenda já estava arrendada e, teoricamente, sob outra gestão na época das inspeções.
O que diz a defesa do cantor?
O advogado de Leonardo, Pedro Vaz, comentou sobre a “estranheza” da situação. Desde agosto de 2022, quando a propriedade foi arrendada para o cultivo de soja, Leonardo não estaria mais responsável pela administração dos funcionários.
De acordo Vaz, todas as devidas indenizações foram pagas e medidas foram tomadas para esclarecer o equívoco. O contrato de arrendamento foi apresentado durante a audiência, o que, em tese, deveria ter resolvido a questão rapidamente.
Qual é a situação atual da Fazenda Talismã?
A Fazenda Talismã, com sua estrutura luxuosa que inclui mansão, quadras esportivas, lago e mais, manterá suas atividades. A propriedade continua a ser uma peça central na vida privada de Leonardo e sua família, além de funcionar como uma importante operação de pecuária.

A influenciadora Virgínia Fonseca, nora do cantor, chegou a compartilhar em suas redes sociais uma extensa tour pela propriedade, destacando seu tamanho e conforto.
Como procedeu o MTE?
Após intervir, o Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os envolvidos. Mesmo não responsabilizando diretamente Leonardo, todas as questões legais foram tratadas, resultando no pagamento de indenizações e arquivamento dos processos.
A defesa do cantor ainda trabalha para remover oficialmente o nome de Leonardo da lista.